Joel Moura atuava no setor de Ferramentaria em uma fábrica de fogões, sendo o profissional responsável pela manutenção de ferramentas e matrizes da linha de produção. Em um dia atípico, sozinho no setor durante o almoço, foi abordado por supervisores para consertar uma máquina de estamparia travada. Embora existisse a norma expressa de parar a produção e levar a peça para o setor de ferramentaria, a pressão sobre a não interrupção da fabricação fez com que Joel se recusasse por três vezes a realizar o serviço na linha. Diante da forte insistência, acabou cedendo. Ao tentar retirar a sujeira da estamparia sem sinalização, sem cones e sem o bloqueio efetivo de energia (LOTO), um colega desavisado desligou o sistema pneumático da máquina vizinha, fazendo a pesada prensa descer bruscamente sobre seu braço esquerdo. Joel teve a mão e parte do antebraço esquerdo amputados, enfrentando um doloroso processo de reabilitação e reconstrução familiar. Hoje, como Técnico em Segurança do Trabalho e palestrante, Joel percorre o país ensinando que nenhuma pressão por produtividade justifica negligenciar as regras de segurança, a análise de risco e o bloqueio de máquinas.
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