Mário Christ trabalhou por 24 anos no setor industrial de papel e celulose, acumulando 13 anos operando exatamente a mesma máquina. Experiente e dedicado, desenvolveu ao longo do tempo uma autoconfiança elevada que o fez agir no 'piloto automático'. Em 9 de abril de 2008, após o papel travar repetidamente nos rolos, Mário recorreu ao 'quebra-galho' informal: tentou destravar a máquina em movimento usando uma alavanca improvisada, sem realizar o bloqueio formal de energia (LOTO). A alavanca escapou e a força mecânica do rolo puxou e esmagou sua mão esquerda em frações de segundo, exigindo sua amputação cirúrgica. O acidente causou um impacto devastador na dinâmica familiar, além de dois anos de acompanhamento psicológico para superar crises de ansiedade, dor fantasma e depressão. Sete meses após o acidente, Mário retornou à indústria e foi convidado a ingressar na área de Segurança do Trabalho. Fez a formação de Técnico em Segurança do Trabalho e transformou sua tragédia em uma missão nacional de prevenção, conscientizando equipes sobre os perigos da autoconfiança excessiva, o risco letal de improvisações e a obrigatoriedade inegociável do bloqueio de máquinas.
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